Candidatos a obstetras enfrentaram prova inédita

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Candidatos a obstetras enfrentaram prova inédita

05 jul. de 2017

Os candidatos a especialista em ginecologia e obstetrícia enfrentaram um desafio totalmente novo este ano. Para receber o título de especialista, os médicos precisam passar em um teste teórico e outro prático, conduzido pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Desta vez atrizes fizeram as vezes de pacientes na parte prática, o que trouxe um realismo inédito à prova.

Na primeira fase, teórica, os candidatos responderam cem questões de múltipla escolha; na segunda, prática, enfrentaram situações clínicas e cirúrgicas, por meio de simulações que contaram com atrizes. Elas foram preparadas e orientadas para atuarem por cerca de 60 examinadores.

A Febrasgo considerou um sucesso a realização, em junho, da prova que concede o Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). Para o presidente da entidade, César Eduardo Fernandes, a avaliação atingiu um grau de excelência que atestará de maneira inequívoca e categórica a habilidade e a competência dos aprovados.

“Testamos não apenas a aplicação dos conhecimentos, mas também a capacidade de comunicação com a paciente de forma adequada e ética”, disse Roseli Nomura, presidente da comissão nacional do TEGO.
As tarefas foram desempenhadas em estações criadas para as diversas situações, e deveriam ser cumpridas dentro de um tempo predeterminado. Os candidatos foram observados pelos avaliadores, que checavam seu desempenho com base em um padrão de resposta estabelecido pela comissão.

Segundo Marcos Felipe de Sá, diretor científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a prova do TEGO implantou técnicas mais modernas e ajustadas aos modelos atuais de avaliação. Esse novo modelo de prova prática permite à Febrasgo verificar se o candidato é capaz de identificar os problemas e se sabe lidar de forma competente com as situações que terá resolver na sua vida profissional.

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