Febrasgo comenta sobre as novas recomendações da OMS para partos
06 mar. de 2018
São 56 diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visam reduzir intervenções desnecessárias durante o parto
No último dia 15, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um manual com 56 recomendações, cujo objetivo é diminuir o número de intervenções médicas durante o trabalho de parto, como a utilização de medicações, amniotomia, anestesia entre outras. O intuito do guia é ajudar médicos, enfermeiras e grávidas e ressaltar as boas práticas obstétricas proporcionando as grávidas de baixo risco uma experiência positiva na hora do nascimento do bebê. As orientações visam também diminuir o número de cesárias, visto que, só no Brasil, mais da metade dos partos realizados são cesárias.
Segundo o Diretor da Comissão de Defesa e Valorização Profissional, Dr. Juvenal Borriello, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) já recomenda aos profissionais diversos pontos do manual para que melhorem a assistência ao parto. “A Federação visa a satisfação da grávida durante o parto. Orientamos os profissionais que não usem a ocitocina para estimular contrações, que a anestesia ráqui ou peridural sejam aplicadas após a utilização de analgesia não farmacológica e que não seja rotina a episiotomia, ou seja, o corte para ampliar o canal vaginal”, conta.
De acordo com a OMS, cerca de 140 milhões de nascimentos por ano no mundo, a maioria ocorre sem complicações. Mas, mesmo assim, o uso de medicações e práticas de intervenções acontecem diariamente. Dr. Juvenal afirma que “as diretrizes terão um impacto positivo, pois as grávidas terão também poder de decisão, quando associadas com as informações prestadas pelo médico que irão auxiliar as gestantes decidir”.