O que é MOLA?

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O que é MOLA?

13 set. de 2017

Doença Trofoblástica Gestacional constitui um grupo de doenças da placenta conhecidas como mola hidatiforme completa e parcial capazes de evoluir para formas invasoras e/ou malignas nomeadas neoplasia trofoblástica gestacional, com as seguintes formas clínicas: mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelióide.

No Brasil não ha estatística confiável, mas, acredita-se que haja um caso dessa doença para 200-400 gestações normais, o que faz com que essa doença seja pouco frequente e por isso desconhecida da população e mesmo de muitos médicos.

O objetivo destas informações é descrever a apresentação e o diagnóstico da doença, seu acompanhamento clínico e tratamento. Elas também oferecem informações sobre resultados de gravidez futura e o uso de contracepção.

A gravidez molar, mais conhecida como mola, é uma gravidez diferente, anormal. Baseado em características genéticas e histopatológicas é subdvidida em mola hidatiforme completa e parcial. Na mola hidatiforme completa não há embrião, e é a mais comum entre nossas pacientes. Já na mola hidatiforme parcial há desenvolvimento inicial do embrião.

Toda mulher grávida produz um hormônio chamado de gonadotrofina coriônica humana (hCG), e nos casos de gravidez molar a persistência desse hormônio ou sua elevação após o esvaziamento uterino significa que houve invasão da parede uterina (mola invasora) ou sua transformação maligna.

 Daí a importância do seguimento contínuo e sistemático das pacientes mediante dosagens periódicas de hCG para monitorar a evolução da doença, que pode cursar com remissão espontânea ou com evolução para neoplasia trofoblástica e a necessidade de tratamento para atingir a remissão e garantir a cura.

Referências bibliográficas

  1. Braga, A, et al. MOLA, versão facebook ABDTG, 2016.
  2. Moraes, VP, Marcolino,LA, et al. Complicações clínicas da gravidez molar. FEMINA, vol.42, nº 5, 2014.
  3. Neil S. Horowitz and Lari B. Wenzel. Psychosocial Consequences of Gestational Trophoblastic Disease. ISSTD, 4th Edition, chapter 23, 2015.

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