Osteoporose: “Tratar ou Não Tratar? Eis a Questão”
12 jul. de 2017
“A abordagem focada em metas, conhecida como treat-to-target visa direcionar a terapia farmacológica para os pacientes que estão em maior risco de fratura osteoporótica. Através dessa abordagem, os médicos podem selecionar tratamentos adequados para diferentes estágios de gravidade da osteoporose e em momentos diferentes na vida de um paciente. Os alvos de tratamento, incluem a manutenção de pacientes sem fraturas por cerca de cinco anos e melhora da densidade óssea – no quadril e na coluna vertebral – acima do nível considerado como osteoporose (T-score superior a -2,5 desvios-padrão).
Os pacientes com histórico recente de fraturas por fragilidade óssea estão em risco particularmente alto para novas fraturas nos próximos anos. Escolher as terapias mais potentes para estes pacientes (como medicação anabólica para construção óssea) aumenta a chance de se reduzir o risco de novas fraturas mais rapidamente. Contudo, o uso de um agente anabolizante, limitado a 48 meses de tratamento, deve ser seguido por uma terapia anti-reabsortiva para alcançar a meta de cinco anos sem fratura.
Para os pacientes que são diagnosticados entre seus 50 e 60 anos de idade, com massa óssea à densitometria compatível com osteoporose e ausência de fraturas, as metas de ganho de massa óssea podem frequentemente ser alcançadas pela terapia hormonal de baixa dose, raloxifeno e, em alguns casos, um período de três anos de uso de bisfosfonatos. Tratar com bisfosfonato por 3 a 5 anos também é aceitável para se alcançar metas densitométricas em indivíduos mais idosos (65 anos ou mais) que não tenham apresentado fraturas osteoporóticas. Os pacientes com fraturas osteoporóticas podem ser tratados por até 10 anos.
Em última análise, a abordagem focada em metas, conhecida como treat-to-target pode auxiliar médicos e pacientes a obterem benefícios máximos a curto e longo prazo contra as fraturas por fragilidade, ao mesmo tempo em que limita a duração da exposição a agentes farmacoterapêuticos, que podem estar associados a eventos adversos raros após o uso prolongado.” Conclui a Dra. Felicia Cosman.
Escrito por: Prof. Dr. Bruno Muzzi Camargos – MG