Profissional de saúde deve priorizar acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de abuso

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Profissional de saúde deve priorizar acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de abuso

18 maio. de 2023

Crianças e adolescentes são maioria de denúncias de abusos sexual no Brasil, de acordo com o Ministério

 

Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, neste mesmo período de 2022, 7.477 denúncias de estupro foram feitas à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Desse total, 5.881 são crianças ou adolescentes. Neste dia 18 de maio, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) faz um alerta aos problemas causados pelo abuso sexual de crianças e adolescentes.

 

É consenso entre especialistas que entre as consequências de abusos na infância e na adolescência estão a impossibilidade de assumir uma vida adulta saudável, dificuldade no desenvolvimento afetivo, transtorno pós-traumático, depressão e suicídio. Nesse sentido, é necessário um cuidado e suporte às vítimas e aos seus familiares.

 

O presidente da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção Gestacional Prevista em Lei da FEBRASGO, Dr. Robinson Dias de Medeiros, diz que são várias as barreiras que os responsáveis e as vítimas encontram ao buscar atendimento de assistência à saúde. “Muitas dessas barreiras estão atreladas à complexidade que envolve a questão da violência sexual”, enfatiza. “Nos casos que envolvem vulneráveis, temos desde a falta de autonomia e dependência de outras pessoas para obter ajuda e assistência até a completa falta de informação e despreparo das equipes profissionais para prover atendimento integral e reduzir danos”, elucida.
 

Profissional de saúde como ponto focal

Sobre o papel do profissional da saúde neste contexto, o médico pontua que “em primeiro lugar, o profissional deve priorizar o acolhimento da vítima e sua família, procurando tratar os agravos à saúde decorrentes da agressão sexual, incluindo a profilaxia e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis e infecção pelo HIV”.

 

Ele reforça ainda que a prevenção da gravidez indesejada decorrente do estupro, no caso das meninas e mulheres é ponto fundamental neste acolhimento. Em seguida, segundo o médico, é essencial promover as informações sobre direitos da vítima, o seguimento ambulatorial e o suporte psicológico necessário, bem como a comunicação ao Conselho Tutelar e a notificação compulsória.

 

“No momento, há diversas ações em construção dentro da Política de Atenção Integral à Mulher e à Criança do Ministério da Saúde”, expõe o presidente da Comissão da FEBRASGO sobre atualizações de  políticas públicas para este cenário em andamento.

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