Um em cada dez bebês em todo o mundo nascem prematuramente

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Um em cada dez bebês em todo o mundo nascem prematuramente

14 nov. de 2023

O acompanhamento pré-natal desempenha um papel crucial na prevenção do parto prematuro

 

O dia 17 de novembro foi designado como o Dia Mundial da Prematuridade, com o propósito de aumentar a conscientização sobre a questão, sensibilizar as pessoas para as necessidades e direitos dos bebês nascidos prematuramente e suas famílias, enfatizar a importância de oferecer um atendimento de saúde de alta qualidade a esses bebês e promover o desenvolvimento de políticas que assegurem os direitos integrais tanto dos bebês quanto de suas famílias.

 

Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres indicam que aproximadamente um em cada dez bebês em todo o mundo nascem prematuramente, ou seja, antes de completar 37 semanas de gestação.

 

A Dra. Eugenia Moura, membro da comissão de pré-natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia(FEBRASGO), esclarece os principais fatores de risco associados à prematuridade durante a gestação. Um bebê prematuro é definido como aquele nascido antes das 34 semanas de gestação, sendo considerados muito prematuros os nascidos entre 28 e 31 6/7 semanas, e extremamente prematuros os que nascem com menos de 28 semanas.

 

“Dentre os fatores de risco mais significativos estão a idade materna, especialmente em casos de adolescentes ou mulheres acima dos 40 anos, histórico obstétrico, predisposição genética e condições fisiológicas específicas. Além disso, o estilo de vida da gestante, o número de consultas no pré-natal, a concepção por meio de técnicas de reprodução assistida, a ocorrência de gestação múltipla de forma natural, a falta ou a escassez de cuidados pré-natais, o tabagismo e a presença de infecções durante a gestação também são fatores determinantes”, ressalta a médica.

 

O acompanhamento pré-natal desempenha um papel crucial na prevenção do parto prematuro. É essencial implementar políticas de incentivo e criar condições que facilitem o acesso das mulheres a esse cuidado. Além disso, a implementação de medidas educativas voltadas para a prevenção da gravidez na adolescência contribui de maneira significativa para as iniciativas preventivas como um todo.

 

Preservar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, adotar um estilo de vida ativo e cultivar bons hábitos de maneira geral são importantes para a manutenção integral do corpo. A prática de exercícios físicos deve ser autorizada pelo obstetra, que avaliará cuidadosamente se não há riscos para o bebê e para a mulher.

 

Há cuidados distintos para gestantes em diferentes faixas etárias. “No que diz respeito à prematuridade, é observado um aumento no risco entre adolescentes. Por outro lado, gestações em mulheres de idade materna avançada são geralmente consideradas de alto risco, devido principalmente à crescente incidência de síndromes hipertensivas, ruptura prematura de membranas, presença de diabetes e uma maior probabilidade de o índice de Apgar no quinto minuto ser inferior a sete. É crucial adaptar os cuidados pré-natais para abordar essas especificidades e garantir uma gestação saudável em todas as idades”, frisa a Dr. Eugenia

 

Sinais de alerta para a gestantes

 

Além das contrações regulares, a gestante pode experimentar outros sintomas indicativos, como sensação de peso no baixo ventre, dor lombar persistente ou que se irradia para o abdome e modificações no conteúdo vaginal, tais como aumento do corrimento, sangramento vaginal, perda do tampão mucoso ou mesmo perda de líquido amniótico.

 

Prematuridade e o Bebê

 

“As complicações mais frequentes ainda estão relacionadas aos pulmões, levando muitos bebês a dependerem de oxigênio por um período prolongado. Além disso, existe o risco de sequelas neurológicas, incluindo paralisia cerebral e atraso no desenvolvimento. A retinopatia da prematuridade, uma má formação da retina, também representa uma preocupação adicional”, alerta a ginecologista.

 

Principais exames para avaliar o risco de prematuridade

 

Exames como hemograma, rotina de urina, urocultura, sorologias para sífilis, hepatites, toxoplasmose, citomegalovírus, HIV 1 e 2, e dosagens de vitaminas, como B12 e Vitamina D, são essenciais conforme a orientação do pré-natal. Destaca-se a importância das ultrassonografias morfológicas do 1º e 2º trimestres, pois elas identificam indicadores cruciais, como o comprimento do colo uterino, que pode fornecer informações relevantes na prevenção da prematuridade.

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